Operações de Derivativos SAP

Os derivativos são instrumentos financeiros sem valor próprio. Isto pode soar estranho, mas é o segredo a que eles se reduzem. Eles têm este nome por derivarem do valor de algum outro ativo, exatamente o motivo pelo qual servem tão bem para limitar o risco de flutuações inesperadas de preço. Eles limitam o risco da posse de ativos como por exemplo as commodities (trigo, café..), títulos governamentais, dívidas em outras moedas e ações ordinárias – em suma, qualquer ativo cujo preço seja volátil.

Apesar do mistério que se formou em torno destes instrumentos nos últimos anos, os derivativos tiveram sua origem bem antes do que se imagina. Os derivativos são tão antigos que não têm um inventor identificável: nenhum Cardano, Bernoulli, Graunt ou Gauss. O uso de derivativos surgiu da necessidade de reduzir a incerteza, e certamente não há nada de novo nisso.

As negociações com commodities (mercadorias) existem desde a Idade Antiga e se expandiram na Idade Média com a especialização do comércio, porém pode se considerar que o termo “derivativo”, tal como o conhecemos hoje, adveio no início da década de 70 com o aparecimento dos swaps, operação utilizada, inicialmente, para proteção contra o risco de oscilação de moedas.

Os contratos chamados derivativos dependem da existência de outro contrato ou ativo de referência, também denominado ativo-objeto ou ativo-subjacente. Com isso, os contratos derivativos só existem porque há a possibilidade de o preço da mercadoria à vista (ação, grãos, taxas e índices) variar. Caso o mercado à vista deixe de existir, ou de ser negociado livremente, o derivativo perde o sentido.

Outro aspecto bem importante é que só podem existir derivativos sobre ativos e mercadorias que possuem seu preço de negociação livremente estabelecido pelo mercado. Mercadorias que possuem controle de preços, onde não há risco ou não há interesse por parte de um ou mais participantes do mercado para que seu preço seja livre e transparente, não se prestam a ser referência para contratos derivados.

Os derivativos podem ser classificados em dois principais grupos, os financeiros e os não-financeiros. Dentre os financeiros, destacam-se taxas de juros, moedas e índices de Bolsa. Os não-financeiros se compõem por exemplo de petróleo e ativos agropecuários (boi gordo, bezerro, algodão, soja, açúcar, álcool, milho,café…).

Identificam-se como os principais produtos do mercado de derivativos no Brasil.

Contratos futuros: contratos realizados entre duas contrapartes com vencimento futuro, da qual são fixados os montantes e valores de compra e venda de um determinado ativo, obedecendo a um ajuste diário de posições e de margens.

Opções: instrumento que permite que o investidor adquira o direito de comprar ou vender um ativo a um preço e a uma data preestabelecida por um outro investidor.

Contrato a termo: contratos de compra e venda de um ativo com preços e prazos definidos, diferenciando-se dos contratos futuros por não apresentarem ajustes diários. A liquidação física e financeira se dá na data determinada no contrato a termo.

Swaps: troca de índices entre dois investidores, sem a troca do principal, com o objetivo de evitar riscos.

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